Foto: Rafael Ribeiro / CBF
A presença de Raphinha na Copa do Mundo já era tratada com cautela pela comissão técnica da Seleção Brasileira por dois fatores principais: o histórico recente de problemas físicos do atacante e a sequência desgastante da competição, que pode chegar a oito partidas em apenas 39 dias para as equipes semifinalistas.
Antes mesmo do Mundial, o jogador teve sua carga de minutos controlada nos amistosos preparatórios para evitar qualquer risco de lesão. Contra o Panamá, no Maracanã, começou entre os titulares, mas atuou apenas no primeiro tempo. Já diante do Egito, novamente iniciou a partida e permaneceu em campo até os 26 minutos da etapa final.
Na semana que antecedeu o confronto com o Haiti, disputado na sexta-feira, Raphinha não conseguiu realizar todos os treinamentos normalmente. Na terça-feira, dois dias após o empate diante do Marrocos, ele sequer participou da atividade realizada em Nova Jersey. Segundo a CBF, o atacante apresentava desgaste físico e bolhas nos pés.
O esforço realizado na estreia da Seleção foi intenso. Raphinha foi o atleta brasileiro que mais registrou arrancadas acima de 20 km/h contra os marroquinos. O desgaste ficou evidente após o apito final, quando permaneceu sentado no gramado se recuperando enquanto os demais jogadores seguiam para os vestiários.
Contra o Haiti, o camisa 11 permaneceu em campo por apenas 40 minutos. Sentindo dores, pediu substituição e deu lugar ao jovem Rayan. Antes de deixar o gramado, ainda chegou a balançar as redes, mas o lance acabou anulado por impedimento. Além disso, criou outras duas boas oportunidades para marcar, mas não conseguiu converter as chances em gol.
Pedro Sampaio – Narrador, repórter e apresentador esportivo há 7 anos, fundador do portal Pedro Sampaio. Amante do Futebol.
