Foto: Gilvan de Souza/CRF
Artigo por – Pedro Sampaio
O Flamengo ganhou um reforço de peso na batalha contra trechos da reforma tributária que podem impactar fortemente seus cofres nos próximos anos. A nova legislação, que deve entrar em vigor em 2027, reduz a carga tributária de clubes que operam como Sociedade Anônima do Futebol (SAF), enquanto os clubes associativos como o Rubro-Negro ficariam com alíquotas muito mais altas — 15,5% sobre a receita bruta contra 6% das SAFs.
Contrariados com a distorção, a diretoria flamenguista lançou a campanha “Amigo do Esporte” para defender o modelo associativo de clube, ressaltando seu papel social e histórico no futebol brasileiro.
Além disso, o ex-presidente do clube e atual deputado federal Eduardo Bandeira de Mello declarou apoio público à causa, criticando o veto presidencial que manteve a tributação desigual e classificando o caso como injusto do ponto de vista jurídico e esportivo. Ele também destacou a necessidade de diálogo para reverter os efeitos da nova lei.
O Flamengo estima que, sem mudanças, poderá pagar cerca de R$ 746 milhões a mais em impostos ao longo de oito anos, segundo estudo divulgado pelo clube.
