Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Por Pedro Sampaio
O presidente do Clube de Regatas do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, voltou a falar sobre os planos esportivos e econômicos do clube em entrevista recente — e mandou um recado claro para a torcida: esqueçam por enquanto a construção de um estádio próprio e contratações “de impacto” no estilo Lucas Paquetá. A declaração mostra uma gestão mais cautelosa, que prioriza a saúde financeira em um ano de fortes desafios no futebol brasileiro.
Nada de estádio próprio agora
Bap descartou a construção de um novo estádio no curto prazo e reforçou que o Rubro-Negro seguirá jogando no Maracanã, estádio cuja concessão o clube detém até 2044 e que, segundo ele, já oferece condições financeiras e operacionais suficientes. O dirigente explicou que, apesar de o Flamengo possuir o terreno do antigo Gasômetro, a ideia de erguer uma nova casa não faz sentido diante das altas taxas de juros no Brasil. Segundo cálculos dele, um estádio próprio poderia custar mais de 500 milhões de euros com juros que chegariam a 75 milhões de euros por ano — quase o equivalente a pagar dois jogadores como Paquetá apenas em encargos.
Bap reforçou que, com a gestão atual, o clube dobrou a receita do Maracanã e que ele prefere concentrar os esforços em extrair cada vez mais valor dessa estrutura existente, em vez de assumir uma dívida bilionária por um novo projeto.
Sobre contratar outro Paquetá
Na mesma entrevista ao jornal espanhol AS, o presidente também falou sobre contratações e foi firme: embora o Flamengo tenha capacidade financeira para gastar mais, ele não planeja fazer investimentos “estilo Lucas Paquetá” agora. Bap reforçou que não faz sentido arriscar grandes quantias sem a certeza de retorno esportivo e financeiro. Ele destacou que buscar talentos é importante, mas que o clube precisa equilibrar responsabilidades antes de comprometer recursos em grandes transações.
Essa postura mostra que, mesmo com o crescimento financeiro do Flamengo nos últimos anos, a diretoria opta por uma gestão responsável e criteriosa, especialmente em um contexto econômico desafiador no país e no futebol mundial.
