Foto: Reprodução/Instagram
Artigo por – Pedro Sampaio
A gestão do Flamengo em esportes olímpicos tem gerado críticas e revolta entre atletas e familiares após uma série de cortes em modalidades e categorias formativas. Entre os casos mais polêmicos está o encerramento do pararemo, que até então era a única equipe paralímpica mantida pelo clube, e que envolvidos dizem ter sido comunicada de forma informal e sem diálogo prévio.
Atletas relatam que o motivo oficial passou por questões de contenção de gastos, mesmo com resultados expressivos em competições internacionais. Para a paratleta Gessyca Guerra, entretanto, a decisão revela descompromisso com a inclusão: ela afirma que, em uma conversa, foi dito que “o presidente não quer ter pessoas com deficiência no Flamengo”, sugerindo preconceito e falta de apoio às modalidades paralímpicas.
O clima de insatisfação se estendeu também à canoagem, onde atletas dizem ter sido avisados sobre o fim da modalidade por telefone, sem explicações detalhadas. Já no judô, o Rubro-Negro teria eliminado as categorias de base sub-13 e sub-15, obrigando famílias a arcar com custos que antes eram cobertos pelo clube. Pais e responsáveis contam que as decisões impactaram não só o desempenho esportivo, mas também o bem-estar emocional das crianças que viam no Flamengo uma estrutura de formação.
Críticos dentro do meio esportivo afirmam que as mudanças refletem uma gestão mais voltada ao futebol e às modalidades que se mantêm financeiramente, deixando de lado o compromisso com projetos olímpicos e paradesportivos. Até o momento, a diretoria do Flamengo não se manifestou oficialmente sobre as acusações.
