Foto: Divulgação / Ponte Preta Oficial
O clima de instabilidade nos bastidores da Ponte Preta ganhou um novo capítulo crítico nesta quarta-feira (26). Em protesto contra os atrasos recorrentes no pagamento de salários e direitos de imagem — que chegam a seis meses em alguns casos —, o elenco profissional de futebol decidiu paralisar totalmente suas atividades.
A medida foi formalizada por meio de um comunicado assinado pelos próprios atletas. No documento, o plantel relata um sentimento de abandono por parte da atual diretoria e aponta falta de garantias e de posicionamento dos dirigentes no cotidiano do clube.
Os jogadores haviam fixado a última terça-feira (25) como data-limite para a quitação dos débitos. Como a promessa de regularização não foi cumprida, os atletas se apresentaram no CT do Jardim Eulina, mas recusaram-se a treinar.
Respaldados por lei
Para fundamentar a decisão de cruzar os braços, os atletas citaram o § 5º do artigo 90 da Lei Geral do Esporte, dispositivo legal que garante ao atleta profissional o direito de recusar competição ou treino em caso de atraso salarial igual ou superior a dois meses.
Em nota, o grupo reforçou que a interrupção contempla treinos e partidas oficiais até que a situação seja regularizada. Com o compromisso marcado diante do América-MG no próximo domingo, fora de casa, pela Série B, a paralisação coloca em xeque a presença da equipe no confronto, ampliando a pressão sobre a gestão alvinegra.
Pedro Sampaio – Narrador, repórter e apresentador esportivo há 7 anos, fundador do portal Pedro Sampaio. Amante do Futebol.
