Foto: Dikran Sahagian/Vasco
A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta quinta-feira a penhora das ações da 777 Partners na SAF do CR Vasco da Gama. A decisão atende a um pedido da Matix Capital, empresa que participou da intermediação da venda do futebol vascaíno ao grupo norte-americano em 2022.
Com a medida, o clube fica impedido de vender ou utilizar essas ações como garantia sem autorização prévia da Justiça. O cenário pode impactar diretamente as negociações em andamento para a possível venda da SAF ao empresário Marcos Lamacchia.
Segundo a decisão da juíza Maria Aparecida da Costa Bastos, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, as ações ligadas à 777 foram bloqueadas devido ao risco de dissipação patrimonial, agravado pela crise financeira enfrentada pelo grupo investidor.
Atualmente, a divisão acionária da SAF vascaína está estruturada da seguinte forma:
- 30% pertencem ao clube associativo;
- 31% pertencem à 777 Partners;
- 39% estão sob controle do Vasco por determinação judicial, mas seguem em disputa arbitral.
A relação entre Vasco e 777 vive uma crise desde 2024, quando o clube acionou a Justiça alegando risco de insolvência do grupo americano e conseguiu afastar a empresa do comando da SAF. Desde então, o associativo passou a controlar a operação do futebol cruz-maltino.
Além disso, o Vasco já enfrenta outros problemas judiciais envolvendo participações da SAF. Em 2025, 10% das ações do clube associativo chegaram a ser penhoradas em uma cobrança milionária de honorários advocatícios.
A nova decisão aumenta a insegurança jurídica em torno da venda da SAF e pode atrasar qualquer avanço definitivo nas negociações por um novo investidor para o futebol vascaíno.
Pedro Sampaio – Narrador, repórter e apresentador esportivo há 7 anos, fundador do portal Pedro Sampaio. Amante do Futebol.
