Foto: Divulgação/CUJU
Uma nova tecnologia promete mudar a forma como talentos são descobertos no futebol brasileiro. O aplicativo alemão CUJU vem sendo chamado de “LinkedIn do futebol” por usar inteligência artificial para conectar jovens jogadores a clubes e oportunidades.
Criado pela empresa Rogon Technologies, o app já ultrapassou a marca de 160 mil downloads no Brasil e aposta em dados para democratizar o acesso ao futebol — especialmente em um país onde muitos talentos ainda dependem de visibilidade, contatos ou sorte para serem descobertos.
Como funciona o “olheiro digital”
Na prática, o aplicativo transforma o celular em uma vitrine esportiva. Os atletas realizam testes técnicos — como passe, controle de bola e finalização — e enviam vídeos pela própria plataforma.
A partir daí, entra a inteligência artificial, que analisa os movimentos com visão computacional e gera uma pontuação detalhada de desempenho. O resultado funciona como um “currículo esportivo digital”, facilitando a avaliação por clubes e agentes.
A proposta não é substituir os olheiros tradicionais, mas otimizar o processo, filtrando previamente os jogadores e reduzindo custos e tempo na busca por novos talentos.
Brasil vira peça-chave no projeto
O país se tornou estratégico para o crescimento da plataforma, justamente por ser um dos maiores celeiros de jogadores do mundo. A operação no Brasil começou em 2022 e conta com nomes conhecidos do futebol, como o volante Luiz Gustavo, um dos envolvidos no projeto, além do ex-goleiro Júlio César, que atua como embaixador global.
A empresa também já promoveu eventos presenciais para validar os dados gerados pela IA. Em testes realizados no país, jogadores selecionados apenas com base no aplicativo foram avaliados por especialistas — e os resultados mostraram convergência entre análise humana e tecnológica.
Do app para o futebol profissional
O impacto já começa a aparecer na prática. Alguns atletas identificados pela plataforma conseguiram oportunidades em clubes brasileiros, incluindo categorias de base de equipes como o Corinthians.
A longo prazo, a ideia é transformar o mercado de scouting, tornando o processo mais acessível e menos dependente de estrutura física ou investimento alto em observação presencial.
Nova era no futebol
O avanço de ferramentas como o CUJU mostra que o futebol está entrando de vez na era dos dados e da inteligência artificial. A tecnologia não substitui o olhar humano, mas amplia o alcance — e pode ser decisiva para revelar talentos que antes ficariam invisíveis no mapa do futebol.
Pedro Sampaio – Narrador, repórter e apresentador esportivo há 7 anos, fundador do portal Pedro Sampaio. Amante do Futebol.
